Qual é o perfil esperado de um profissional do mercado financeiro?

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15 mar Qual é o perfil esperado de um profissional do mercado financeiro?

Muitos estudantes associam trabalhar com finanças a ganhar muito dinheiro e se aposentar antes dos 40 anos. Na realidade, o enriquecimento fácil não passa de um mito. É preciso ter em mente que entrar para o mercado financeiro não é ganhar na loteria – os benefícios até podem ser altos na comparação com outros setores, mas os salários são atrelados a metas, e a jornada de trabalho é bastante intensa.

Uma vez lá dentro, há muitas carreiras possíveis. Quem se sente atraído pela adrenalina da bolsa de valores pode trabalhar em corretoras que acompanham o mercado minuto a minuto para saber o melhor momento de comprar e vender ações. Já os interessados em administração de empresas podem buscar bancos de investimento que trabalham com processos de reestruturação de companhias.

O superintendente de microcrédito do banco Santander, Jeronimo Ramos, e o professor do programa Certificate in Financial Management da escola de negócios Insper, Ricardo Rocha, dão algumas dicas aos interessados:

Ter inglês fluente: essa dica pode parecer óbvia, mas nenhuma outra área é tão exigente em relação à fluência no idioma como o mercado financeiro. Você sabia que a maioria dos investidores que compra ações de empresas brasileiras é estrangeiro? Pois é. Quando uma empresa brasileira com ações negociadas na bolsa de São Paulo apresenta seus resultados do trimestre ou do ano para o mercado, em teleconferência com investidores, quase sempre o faz em inglês. Para quem trabalha com investimentos, tão importante quanto saber falar é redigir análises de mercado em inglês.

Adaptar-se bem a mudanças: o mercado financeiro muda o tempo todo, e quem trabalha com isso deve estar preparado para a montanha-russa. Crises financeiras como a de 2008 pegam todos de surpresa e viram o mundo de cabeça para baixo em questão de horas. A cada nova turbulência no mercado, o sistema impõe regras mais rígidas para bancos e empresas atuarem, e não há muito tempo para se adaptar. Além disso, o avanço da tecnologia e da internet traz novos desafios a cada dia – desde como se proteger contra ataques virtuais, cada vez mais destruidores, até discussões sobre como as pessoas farão seus pagamentos nos próximos dez anos.

Aprender a trabalhar com metas: os salários no mercado financeiro têm uma parcela fixa e outra variável, atrelada ao cumprimento de objetivos pré-estabelecidos individuais e da equipe. Se o trabalho e a economia vão bem, dá para faturar alto com bônus anuais de três a dez vezes o salário (em algumas empresas chega a 20 salários). Mas, se vai mal, o bolso aperta – sim, as empresas fazem isso de propósito. Falhar em cumprir sua meta pode te levar ao extremo de perder sua posição.

Saber se comunicar: o mercado financeiro parece tentador para algumas pessoas que acreditam que o trabalho se resume a acompanhar números na tela do computador. O raciocínio lógico matemático é de fato uma exigência e deve ser treinado com exercícios, mas também conta pontos saber apresentar resultados e análises. Faz parte da rotina se reunir com clientes ou ir a jantares de negócios, por isso é importante trabalhar a comunicação.

Gostar de trabalhar: as jornadas de quem trabalha no mercado financeiro quase sempre ultrapassam as 40 horas semanais. A maioria dos executivos só não olha seus e-mails de trabalho no smartphone quando está dormindo. É preciso ler muito – notícias do mercado e análises –, e, para aguentar o tranco, é importante se interessar de verdade pelo universo das finanças.

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