Um Elefante de Pernas Finas

Do surrealismo, os Elefantes de Dalí. Da realidade do Brasil, Um Elefante de Pernas Finas.

14 set Um Elefante de Pernas Finas

Já é sabido pelos tão assíduos leitores do blog (ou nem tanto, ainda!), que o Brasil teve sua nota de rating soberano rebaixada pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s e que, em futuro próximo, duas outras importantes agências virão reavaliar seus conceitos para o Brasil neste mesmo quesito.

Eu sei. Todos já fomos bombardeados por notícias tratando exatamente disso nos mais diversos veículos de informação…

  •  S&P tira grau de investimento do Brasildali
  • Fuga de capitais!
  • País perde selo de bom pagador
  • Oh, o grande capital financeiro
  • Meta fiscal!
  • Os desafios políticos…
  • “Ministros não devem governar apenas para as agências de rating.
  • Precisam pegar na mão dos pobres”
  • (Senta lá, Lula)

 

Então bom, minha intenção aqui acaba sendo fazer um pouco mais do mesmo, sim, mas espero que de um modo diferente e pouco mais aprofundado.

Hoje dou início a uma série cujos capítulos serão apresentados todo início de semana: Um Elefante de Pernas Finas. Assim nossas segundas-feiras não mais serão entediantes. Ahá! E não se preocupem: o tema não vai ficar repetitivo e os posts tampouco serão exaustivos. Falando em rating todo esse tempo eu preciso mesmo é falar dessas coisas que vocês adoram! como macroeconomia, finanças e um cado do que vemos no noticiário.

Vamos lá.

O que pretendo com essa série é entender melhor (e, amém, ajudá-los a entender) o que é exatamente esse tal nota soberana. Acho importante entender os critérios adotados nesse tipo de avaliação, saber o que são essas agências de rating e.. será que podemos confiar nelas? Enquanto aprendemos juntos sobre isso vamos situando o Brasil nesses critérios e, por fim, vai ser mais fácil entender o porque de o Brasil ter tido sua nota rebaixada, se isso é o que deveria ter ocorrido e o que isso significa para o país. Para isso vamos nos organizar da seguinte maneira:

  • Parte I: Abertura da série ou, bem-vindos!
  • Parte II: O Rating, as agências e seus critérios
  • Parte III … N: Critérios
  • Parte Final: Sobre as agências e suas classificações: podemos confiar? ou, mas e daí que o Brasil caiu? ou, e o kiko?

 

Estamos hoje, portanto, em post de inauguração (uhul!). No seguinte vamos esclarecer um pouco a metodologia dos Ratings, apontar as principais agências de classificação e pontuar que tipo de critérios elas utilizam para suas notas. Para os posts seguintes vamos eleger dois ou três critérios e olhar um pouco os dados do Brasil para aprofundar nossa análise e ver o que temos de notícia a respeito. Finalmente podemos tentar chegar a algumas conclusões entendendo melhor o cenário econômico e político vigente no Brasil atual.

Opa! Vocês ainda devem estar se perguntando do Elefante de Pernas Finas. É só um modo carinhoso que encontrei de chamar o Brasil. Igual quando a Dilma fala que a inflação está sobre controle, isso é carinhoso! Ou quando ela diz respeitar o ET de Varginha. Aqui vamos tratar do Brasil como sendo o Elefante, e as pernas finas podem ser algo como o Levy, ou as reservas cambiais, que ajudam a sustentar um país pesado, ou sua jovem fama de bom pagador. Algumas pernas não sustentam mais o país, e as que o fazem estão prestes a não mais se mostrarem suficientes para ajudar o Brasil a transmitir o mínimo de credibilidade para o resto do mundo. É disso que vamos tratar nas segundas-feiras próximas.

Até lá!

 

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Do surrealismo, os Elefantes de Dalí

 

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Letícia Teles
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