Fundos de renda fixa: FIDC’s e Crédito privado

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19 nov Fundos de renda fixa: FIDC’s e Crédito privado

Continuando com os posts sobre fundos de investimento, em especial sobre os fundos de renda fixa, hoje foi falar um pouco sobre dois tipos de fundos que nem sempre são classificados como renda fixa, mas se comportam como tal.

Os FIDCs, fundo de investimento em direito creditório, são fundos que aplicam seu patrimônio líquido em recursos recebíveis, como desconto de duplicatas, exportações e credito consignado. São fundos relativamente recentes no Brasil, mas que chamam a atenção das pessoas por aliar alta rentabilidade e baixo risco. O funcionamento e tributação são semelhantes a um fundo de renda fixa de longo prazo.

Os FIDCs são muito atraentes por muitas vezes pagarem taxas superiores a 130% do CDI e apresentam uma liquidez, ainda que baixa, melhor que alguns produtos com longos períodos de carência. Nos FIDCs os produtos que compõe o portfólio do fundo possuem taxas pré-acordadas, logo o risco desse fundo é justamente a inadimplência, ou o risco de crédito como chamamos. Uma grande inadimplência pode gerar um impacto enorme sobre a rentabilidade do fundo. A gestão do fundo então busca estudar e avaliar com muito critério para quais empresas ele ira fazer desconto em seus recebíveis.

Olhando apenas para a rentabilidade parece um investimento simples e com ótimos resultados, mas pode não ser assim. Esses fundos são complexos e muitas vezes pessoas atraídas apenas pela rentabilidade não tem noção do risco que estão correndo. Por esse motivo alguns desses fundos possuem aporte inicial de valor elevado e são exclusivos para investidores qualificados (aqueles que possuem mais 1milhão de reais aplicado no mercado financeiro). Essas s medidas visam barrar a entrada de pessoas com menos conhecimento sobre o produto, não geram dano para o cliente, nem uma quebra de expectativa.

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Outro fundo que investe em produtos de renda fixa são os fundos de investimento em crédito privado.  Esses fundos tem como politica de investimento investir em títulos de empresas privadas. Os títulos são uma forma que as empresas encontram para se financiar, existindo também a opção de abrir capital na bolsa de valores, porém o custo é bem superior. Assim, elas emitem títulos como debêntures, CDBs, LCAs, entre outros, para isso elas pagam uma rentabilidade ao comprador do titulo.

O que o fundo faz é criar uma carteira com esses investimentos a fim de criar liquidez, rentabilidade e baixo risco, coisas que todos desejam. O problema é que para conseguir isso o fundo se vê obrigado a investir em ativos amis líquidos, onde a rentabilidade certamente será menor do que um título com carência longa. Isso acaba afetando muito a rentabilidade desses fundos, que mesmo assim os melhores do Brasil, ainda possuem rentabilidade media por volta de 103% do CDI.

Um FIDC é uma boa escolha de fundo para investimento a longo prazo que se houver necessidade você consegue resgatar o dinheiro dentre de 30 a 90 dias. Já um fundo de credito privado funciona como uma boa opção para deixa um pouco de lado a caderneta e poupança e aproveitar os juros altos que temos agora.

 

Marcus Paiva
Marcus Paiva
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Vice-presidente do Ibfinance, agente autônomo de investimentos e estudante de economia no Ibmec. Apaixonado pelo mercado financeiro desde os 12 anos.

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